Terrores Noturnos

Fiz esse texto há um bom tempo, só agora tive coragem pra postar. Espero que gostem:

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E novamente me encontro nas terras de Morfeu, lugar estranho e ao mesmo tempo aconchegante. Sinto os sonhos perfurarem minhas entranhas e dominarem todo meu ser, sinto que talvez não devesse mais acordar, que somente o mundo dos sonhos me basta para viver e ter o amor que quero e não terei.

Venha, Sonho, e me abrace. Quero me aconchegar em seus braços. Peça para Orfeu cantar para mim e com a sua lira acalme este coração tempestuoso. Peço que retire a mágoa e a insanidade que se alojam em minha alma, pois já não suporto mais essa tortura. Jamais me libertarei dessa sina? Continuarei sempre amando, e sempre me magoando? Sempre saindo com coração dilacerado, triturado e perfurado?

Continuarei então aqui, no mundo do sonhar. Visitarei locais por quais jamais passarei novamente, visitarei lugares que sempre vou e visitarei a minha amada, passarei pelos campos verdejantes e pelos mares mais tempestuosos e nada me abalará. Visitarei Caim e Abel, para perceber como meus pecados são pequenos comparados aos deles.

Quero a redenção, mas eu só encontro ela no sonhar, acho que é melhor ficar por aqui. Talvez seja o melhor. Assim não perturbarei mais as pessoas com meus ideais distorcidos e minhas idéias diferentes. Talvez eu deva virar residente no castelo de Morfeu e dar um fim nisto. Mas então acordo e percebo que tudo não passava de alguns terrores noturnos. Agora é só me levantar e continuar a sonhar acordado, pois é isso que fazemos e nada mais.

 

Encontre-me no “Verde do Violinista”, para lá nos amarmos.

O poema do escocês

O poema do escocês

Aonde está meu amor?
– Diz o bravo escocês
Destruído pela dor!
Na pele dela, a palidez

O seu amor morreu, respondem,
E não há nada a fazer.
E ao escocês impedem
De os assassinos fazer sofrer.

E esse bravo escocês começou uma confusão,
E eu não faria diferente…
Tudo por causa de uma ferida no coração,
Pois guardo aqui também uma chama bem ardente.

E os olhos brilhantes como esmeraldas Já não se iluminam mais…
E sua pele branca, já não brilha como os cristais E de flores são suas belas grinaldas.

Eu mesmo com o escocês hei de me comparar,
Pois um amor tenho, e dela não pretendo me separar
E por ela causaria imenso turbilhão
Mesmo que tudo venha a ser em vão.

Meu amor por ela um dia hei de demonstrar
E como o escocês com ela sempre irei ficar

E mesmo que o poema perca o seu foco
Para mim não muda dessa maneira
Pois o poeta sou eu e fazer o que quero posso
No fim, peço perdão por te fazer ouvir essa asneira

Quando se encontrar com uma ninfa

Quando com uma ninfa você se encontrar                                                                             O corpo dela você pode até espiar                                                                                           Mas em seus olhos jamais deve olhar                                                                                     A não ser que por ela queira se apaixonar

Se por triste acaso dos olhos dela ver extrema alegria e satisfação                                       Em seu frio peito arderá uma chama que incendiará seu coração                                         E em ti surgirá forte emoção                                                                                                   Uma paixão tão perigosa que o levará a perdição

Se em mim não vais acreditar                                                                                                 Confie em mim, pois nos olhos da ninfa tive a audácia de olhar                                             E desde então não saio dessa prisão                                                                                     Lugar onde guardo meu coração

Quando percebi o que aconteceu pensei                                                                                 Maldito o dia em que a ninfa encontrei                                                                                     E em seus belos olhos verdes olhei

Todo o azul do céu!

Mais uma vez, venho com mais um texto, falarei do céu, minha paixão.

Não mais, segue o texto:

Temos tendência a ignorar toda a beleza que se encontra nas coisas simples do mundo. Quantas vezes já parei pra pensar nessa beleza, e, um dia, eu finalmente a encontrei, encontrei uma das coisas mais belas que já vi na minha vida, eu vi a imensidão do céu e todo o seu azul. E mesmo quando ele está cinza, há beleza.

Nós quase nunca paramos pra olhar para as simples maravilhas que existem nesse planeta. É preciso observar que a beleza não se encontra na perfeição mas nas coisas simples. Já parou algum dia e olhou pra cima? Já reparou em toda aquela imensidão que todo dia nos olha, nos chama para conversar, trocar idéias e quem sabe, histórias? Às vezes o que mais precisamos é de uma simples visão do céu para ter um dia melhor.

O céu é minha droga, brinco que ele é minha droga matinal, que sem isso não consigo pensar. Todo dia de manhã eu paro, saio, vou lá fora e olho pra cima. O céu é magnífico, é simplesmente perfeito, e o mais perfeito é que não tem como escapar dele, ele sempre vai estar lá, por mais que você negue e desvie o olhar, não tem como fugir dele e nem tem porquê.Afinal é uma obra de arte que está à disposição de todos.

E se um dia ele ficar cinza, pense na beleza que ele tem nessa cor, ou se quiser pense que uma hora ou outra ele volta a ser azul e que toda aquela imensidão vai invadir sua alma. E quem sabe, você comece a ver a beleza em coisas simples. Sempre existirão mais coisas para se ver e não só para enxergarmos, pois de nada adianta se enxergar alguma coisa se, de fato não a vê.  A beleza sempre nos encontrará nas coisas simples, temos que parar e oljar para ela, mas olhar e ver, não somente enxergar.

Talvez nunca encontremos algo mais belo que o céu, em todas as suas formas. Desde o céu mais calmo ao mais tempestuoso, ele nunca deixa de ter aquela beleza que chama para nos juntarmos a ele.

Eu já encontrei alguém com a beleza comparável a beleza do céu, mas isso é outro assunto, que deixarei para outra hora

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De toda a infinidade do tempo.

Nesse texto falei de várias coisas, e até agora não entendo nenhuma delas!

Segue o texto:

Novamente o amor toma conta de minha mente, tenho que sair disso, mas dessa vez não como o assunto principal, mas como um provocador de pensamentos, ao que me parece sou movido a amor, desde o último texto, uma coisa tem me ficado na cabeça, não devo parar minha vida pelo amor.

Apesar de ele ser um dos fatores que nos move, não deve ser considerado o principal. Temos outras coisas para nos incentivar, como nossos sonhos, os nossos instintos, desejos e etc…  Não devemos ficar presos no amor, temos que nos libertar e viver nossas vidas de maneira independente ao amor, mas não viver sem ele (o que é praticamente impossível). Mas o que isso se relaciona com o título? Simples, o tempo, em toda a sua infinidade é o único que pode nos mostrar como conviver com o amor, sem se prender a este.

O tempo em toda a sua magnitude (quem sabe se elogiar, ele passe mais devagar) é o único que nos ensina como viver, o que cá entre nós é um pouco irônico, claro, podemos pegar alguns macetes com aqueles que já foram “ensinados”. E mesmo depois que todo o tempo tenha passado você não terá aprendido nem metade do que ele dispõe.

Mas quem sou eu pra falar de ensinamentos e tempo, mal comecei a viver, sou novo. Mas uma coisa que aprendi é que o tempo apesar de toda a sua magia e magnitude, pode sumir de uma hora pra outra, o nosso tempo pode simplesmente se esvair antes do programado. É aí que entramos em algo extremamente difícil de falar, o fim do tempo (morte).

Devemos aproveitar a nossa estada nesse plano, o máximo que pudermos, pois o nosso tempo aqui pode acabar abruptamente. Uma coisa que sempre me perturba quando penso em morte, é: Terei arrependimentos? Espero que a resposta seja não, pelo menos para as coisas mais importantes.  Devemos nos liberar, até mesmo, das correntes do tempo, mesmo sendo algo magnífico, o tempo é também cruel, quando mais precisamos dele mais ele parece se escassear.

Por mais que queiramos, o tempo passa, e o que mais importa nisso é o que deixamos para os que ficam. Realmente devemos aproveitá-lo com sabedoria, pois ele é curto (sei que isso contradiz o título, mas eu vou explicar), porém o importante é: ele não para por nós e não devemos ficar lamentando o tempo perdido, devemos deixar nossa marca e “ir para o fundo do mar”.

Só podemos viver nossa vida, de um jeito: vivendo. Simplesmente não se explica, somente se sabe e ponto.

Quero acordar e sentir o amor!

Fiz esse texto após alguns momentos de reflexão sobre a vida o universo e tudo mais. Segue o texto:

Quero um dia acordar e me sentir mais leve, não no sentido literal da palavra (apesar de precisar), quero sentir o vento bater no meu rosto, quero sentir o calor do sol, quero andar pelas ruas sem me preocupar com o que os outros vão pensar de mim. Quero dizer coisas sem nexo e não precisar me explicar.

Mas, por quê? É sempre o mesmo tema, o amor. Não estou apaixonado, ao menos é o que penso, nesse caso podemos dizer que o que falo é uma mescla do amor e da paixão, não tem como diferenciar um do outro, só esperando o tempo passar pra saber.

Sinto alguma coisa por ela(s), isso é fato, mas se passa da atração física não sei dizer. Então qual meu objetivo? Eu quero amar, eu quero ser amado. Talvez enquanto escrevo isso esteja passando por uma simples crise de carência, mas ainda assim os quero, quero poder dizer: “Eu te amo” e poder ouvir o mesmo.

Acho que o amor é uma das mais perfeitas sensações que podemos passar, e em toda a sua imperfeição o amor nos fazer sofrer, e não é pouco. Realmente acredito que ele nos faz sofrer, senão quem mais. Mas, isso quando não é correspondido, e às vezes durante uma relação amorosa, mesmo assim ainda me questiono: Por que desejo o amor?

A resposta está longe de ser simples, a única resposta que consigo dar é: Porque sim. Não consigo explicar, é uma necessidade humana. E o que o amor causa? Pra mim ele é como aquela sensação da adolescência, de quando chega o fim do ano letivo, é a mesma sensação do último dia de aula, em que todos os seus compromissos somem e parece que você tem todo o tempo do mundo.

No fim esse simples texto não passa de uma situação de querer, sou humano, estou sentenciado a amar, estou sentenciado a desejar. Não digo que somos egoístas, mas desejamos demais. Mas no fim de tudo eu só quero um dia poder dizer que estou amando e sendo amado.