O Lobisomem (2010)

wolfman-capaEu já postei aqui no site sobre filmes e re-makes de histórias do Drácula e do Frankenstein da Universal. Recentemente ainda falei sobre Penny Dreadful, que mistura tudo isso com bastante pimenta. Quando estava procurando sobre Penny Dreadful vi que uma das inspirações era o personagem lobisomem do filme homônimo de 1941. Achei então um re-make de 2010 com alguns atores conhecidos, incluindo Anthony Hopkins e Hugo Weaving. Continuar lendo

Não exatamente a Última Mensagem: perspectivas e dificuldades

Em fevereiro lancei o jogo Última Mensagem para Android, mas não estava preparado para o que viria em seguida. Para minha surpresa, o jogo tem se mostrado um sucesso na PlayStore, com mais de 100.000 downloads até o momento, nota 4.7 e mais de 2.500 avaliações.

São números que eu nem sonharia alcançar e certamente nutriram bastante o desejo de fazer mais jogos do tipo. Lembro que após divulgar no grupo do Facebook do Mundo Tentacular (um grupo cujo principal denominador comum é a obra de Lovecraft) eu tive 38 downloads. Fiquei imensamente feliz com isso, pulando de alegria. Sem contar as diversas sugestões e alguns relatos de bugs que o pessoal fez que me ajudaram a melhorar o jogo. Eu só não imaginava que isso fosse crescer tanto. Apenas dia 10 de junho, por exemplo, houve 6.820 downloads e eu não poderia me sentir mais realizado com tamanha aprovação. Cada +1 me mostra como é interessante para as pessoas a proposta do jogo. Mais recentemente, meu amigo Ronaldo me alertou para o fato de já haver gameplays no YouTube. Em geral, são de canais pequenos, mas são de jogadores de diferentes locais do Brasil. Isso foi um grande impacto. Ah, mas você não sabe que a internet está no mundo todo? Não sabe que qualquer pessoa pode baixar o jogo? Sim, mas isso acontecer com o MEU simples joguinho foi algo surpreendente. Continuar lendo

A Vida, o Universo e Tudo mais – Douglas Adams

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Douglas Adams foi um gênio do non-sense. Hoje, a série de livros que ele produziu, principalmente a trilogia de cinco ou seis livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, se tornou um ícone da cultura pop. Afinal, a resposta é 42 e sempre será.

No terceiro livro, “A vida, o universo e tudo mais”, o autor continuou a história iniciada do livro anterior e terminou o arco complexo (e ligeiramente maleável) que, na minha opinião, tem tantos paradoxos temporais que eles acabam anulando uns aos outros. Melhor não pensar muito nessa parte… Continuar lendo

Dredd (2012)

dredd-capaEu já assisti um filme de 1995 com o Silvester Stallone interpretando o Judge Dredd. Sinceramente nunca li as histórias em quadrinhos, mas sei que o criador não gostou muito do filme de 1995. Não sei se ele gostou do novo filme, de 2012, chamado apenas de Dredd, mas eu gostei. Admito que, por ser um filme de ação, me surpreendeu. Continuar lendo

O Restaurante no Fim do Universo – Douglas Adams

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Douglas Adams foi um gênio do non-sense. Hoje, a série de livros que ele produziu, principalmente a trilogia de cinco ou seis livros do Guia do Mochileiro das Galáxias, se tornou um ícone da cultura pop. Afinal, a resposta é 42 e sempre será.

Até então eu havia lido apenas o “Guia” e sequer tocado nos livros seguintes. Resolvi tentar então, mesmo que alguns amigos tivessem me avisado que os volumes 2, 3 e 4 eram considerados inferiores a qualidade do primeiro. Decidi não escrever uma resenha sobre o primeiro pois há uma ótima resenha aqui <http://meioorc.com/artigos/o-guia-do-mochileiro-das-galaxias/> (pela Mariana Luthor do 1/2 Orc) e eu não tenho intenção de “chover no molhado”.

Fiquei um pouco decepcionado com o “Restaurante” pela falta de uma narrativa principal. Parecia só um monte de eventos aleatórios que se desencadeavam de uma forma bizarra e altamente improvável. O primeiro teve muito isso também, mas foi guiado pelo objetivo de Arthur em investigar a destruição da Terra. Continuar lendo

The City of the Dead (1960)

cotd-capaProcurei um filme de terror antigo que contasse com a atuação de Christopher Lee. Eu admiro muito o trabalho dele como ator e sinceramente fiquei triste quando ele morreu. Cheguei ao título “The City of the Dead”, de 1960. Esse clássico em preto e branco apresenta uma história sem receios da censura, cheia de intrigas que mostram que não devemos confiar em ninguém. Continuar lendo

De Silverberg e Gilman

Enfim, contos:

Basileus de Robert Silverberg definitivamente não é o que eu esperava. Não que isso seja ruim, apenas diferente. Quando comecei a pesquisar, por pura curiosidade, sobre antigas religiões me deparei com vários nomes de deuses e entidades que foram adorados no passado. Com o tempo a Igreja Católica transformou muitos deles em demônios, incluindo-os em seu panteão de “anjos caídos”. Muitos demônios e anjos possuem funções específicas e até alguns fatos dos quais teriam participado. Silverberg explora bem isso em Basileus, mas não de uma forma mística.

O conto narra a história de Dan Cunningham, um programador norte americado que trabalha para o Departamento de Defesa dos EUA. Ele é, entretanto, extremamente isolado e anti-social. Metódico, Dan sempre trabalha durante o dia e, a noite, programa inteligências artificiais (IA) em seu computador e as chama de anjos ou demônios. Cada “ser” que ele programa possui sua própria personalidade, sua própria história e sua função no computador. Dan leu diversos livros ocultistas e, baseado neles, delineia o visual e a IA dos seus anjos e demônios. Ele cita diversos nomes como Adramelech, Asmodeus, Gabriel, Azrael e tantos outros, até que resolve criar o seu próprio anjo: Basileus.

Interessante que o conto foi escrito em 1983, numa época em que Silverberg descreve telas com letrinhas verdes (MS-DOS) compatíveis com IAs avançadas com as quais o protagonista conversa e mesmo graceja. Já a lista de diversos livros ocultistas é inusitada. O autor cita a Chave Menor de Salomão, o Dicionário de Anjos de Gustav Davidson, o Talmud e muitos outros.silverbergInicialmente eu achei que seria um conto mais relacionado a ocultismo, mas trata-se de ficção científica. Isso explica bem porque Silverberg ganhou cinco Nebula Award e quatro Hugo Awards, além de ter escrito expansões de histórias de Isaac Asimov. Não foi bem o que eu esperava, mas foi interessante.

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Para completar os delírios: “O papel de parede amarelo” de Charlotte Gilman. O conto narra, por meio de pequenos registros de diário, as sensações de uma mulher durante um tratamento médico. Gilman escreveu a história em 1890. A autora fora diagnosticada com depressão e o médico prescrevera “descanso”, mas um descanso que incluia evitar estímulos mentais por mais de duas horas ao dia, não trabalhar, não fazer serviço de casa… basicamente, ficar a toa. Em resposta a esse tratamento (hoje considerado ridículo, mas na época de acordo com a mentalidade médica de que a mulher seria mais frágil), ela escreveu “The Yellow Wallpaper”.

O início da história é muito cansativo. Há uma longa narração sobre o dia a dia da protagonista, confinada em seu quarto pelo marido – que é médico dela também. Após alguns parágrafos a protagonista começa a perceber algo estranho no papel de parede velho do quarto onde está. A noite, sob a luz da lua, ele parece se mover. Ela afirma que parecem haver sombras de mulheres se esgueirando por trás dele e decide investigar.

gilmanO conto definitivamente flerta com a loucura e é, principalmente nas últimas páginas, muito interessante. Na época houve até um médico que criticou o conto de Gilman dizendo que ele seria um perigo mortal para pessoas propensas a distúrbios mentais. Para mim a terapia de cura usada na protagonista, bem como a forma como o marido e a cunhada a tratam gera um pouco de revolta. Às vezes parecem sequer considerar que ela fosse uma mulher adulta, mas sim uma criança que deveria fazer o que mandassem pois seria o melhor para ela. Triste pensar que esse comportamento foi tão frequente em relação ao tratamento dado às mulheres nos séculos passados, somado às doenças exclusivas que só elas podiam desenvolver (histeria, por exemplo). Outro fato que chama a atenção é esse descaso com a depressão: era só descansar MUITO que passava.

Há quem diga que o conto é feminista, bem como Gilman foi. Julguem por si mesmos.

O conto é fácil de achar em português na internet, mas eu prefiro essa versão ilustrada em inglês:

https://www.nlm.nih.gov/literatureofprescription/exhibitionAssets/digitalDocs/The-Yellow-Wall-Paper.pdf

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Young Frankenstein (1974)

youngfrank-capaÀs vezes fico com um certo receio de criticar filmes antigos. Temo ser anacrônico, mas ao mesmo tempo não posso simplesmente ignorar minha época e dizer que achei bom algo que não achei. Talvez este seja um dos casos. “O Jovem Frankenstein” é um filme norteamericano de 1974, que leva na direção Mel Brooks (o mesmo de “Drácula, Morto mas Feliz”). Continuar lendo