Trata-se de Baelbrow, escrita por E. e H. Heron em 1898. A narração acompanha Flaxman Low, um detetive paranormal na Inglaterra vitoriana, que é chamado a investigar um caso estranho que ocorrera na mansão Baelbrow. A mansão já há muito era conhecida por ser assombrada, embora a família Swaffams não se importasse em dividir o teto com a entidade. Mas algumas pessoas começam a ser atacadas sem explicação e uma empregada é encontrada morta certa manhã. Low entra em cena como um expert em casos sobrenaturais e se porta como um autêntico detetive. Ele procura pistas, prepara armadilhas, formula hipóteses e constrói, aos poucos, a explicação para o caso.
O conto parece seguir uma fórmula para encaminhar o leitor pela história. Parece algo programado e que usa mais dos esterótipos de monstros (vampiros, lobisomens, fantasmas…) ao invés de criar seus próprios ou variações. Não que isso seja ruim, pois a escrita é intensa e capaz de prender a atenção. Instiga-nos a deduzir que criatura macabra é a “culpada”. Para os que já conhecem as histórias clássicas de terror com monstros sobrenaturais, já de cara formula-se uma teoria. A cada pista ela é ajustada até que… desvendado! Só esperar o autor passar para a parte que confirma. Simples, mas muito atrativo.
Interessante que H. Heron e E. Heron são na verdade os pseudônimos de Hesketh Hesketh-Prichard e de sua mãe, Kate O’Brien Ryall Prichard. Ambos escreveram diversos contos, mais de dez apenas sobre Flaxman Low, que é considerado o primeiro detetive sobrenatural da ficção. Legal ainda que Hesketh-Prichard foi jornalista, aventureiro e explorador; publicou vários relatos geográficos, deu seu nome a espécies de plantas e animais, foi um sniper na I Guerra Mundial e escreveu um livro sobre essa “arte”. Infelizmente eu não consegui achar muita informação sobre Kate Prichard.

O Unicórnio no Jardim (The Unicorn in the Garden) é um mini-conto de James Thurber. Fora escrito em 1939 com a intenção de ser uma espécie de fábula moderna. Ele conta a história de um homem que, numa manhã de domingo, vai contar a esposa que ele viu um unicórnio no jardim.
É uma história bem pequena e com uma moral bem humorada no fim. Agora já é domínio público e pode ser encontrada aqui: http://english.glendale.cc.ca.us/unicorn1.html

Eu já postei aqui no site sobre filmes e re-makes de histórias do Drácula e do Frankenstein da Universal. Recentemente ainda falei sobre Penny Dreadful, que mistura tudo isso com bastante pimenta. Quando estava procurando sobre Penny Dreadful vi que uma das inspirações era o personagem lobisomem do filme homônimo de 1941. Achei então um re-make de 2010 com alguns atores conhecidos, incluindo Anthony Hopkins e Hugo Weaving. 

Eu já assisti um filme de 1995 com o Silvester Stallone interpretando o Judge Dredd. Sinceramente nunca li as histórias em quadrinhos, mas sei que o criador não gostou muito do filme de 1995. Não sei se ele gostou do novo filme, de 2012, chamado apenas de Dredd, mas eu gostei. Admito que, por ser um filme de ação, me surpreendeu. 
Procurei um filme de terror antigo que contasse com a atuação de Christopher Lee. Eu admiro muito o trabalho dele como ator e sinceramente fiquei triste quando ele morreu. Cheguei ao título “The City of the Dead”, de 1960. Esse clássico em preto e branco apresenta uma história sem receios da censura, cheia de intrigas que mostram que não devemos confiar em ninguém. 
Inicialmente eu achei que seria um conto mais relacionado a ocultismo, mas trata-se de ficção científica. Isso explica bem porque Silverberg ganhou cinco Nebula Award e quatro Hugo Awards, além de ter escrito expansões de histórias de Isaac Asimov. Não foi bem o que eu esperava, mas foi interessante.
O conto definitivamente flerta com a loucura e é, principalmente nas últimas páginas, muito interessante. Na época houve até um médico que criticou o conto de Gilman dizendo que ele seria um perigo mortal para pessoas propensas a distúrbios mentais. Para mim a terapia de cura usada na protagonista, bem como a forma como o marido e a cunhada a tratam gera um pouco de revolta. Às vezes parecem sequer considerar que ela fosse uma mulher adulta, mas sim uma criança que deveria fazer o que mandassem pois seria o melhor para ela. Triste pensar que esse comportamento foi tão frequente em relação ao tratamento dado às mulheres nos séculos passados, somado às doenças exclusivas que só elas podiam desenvolver (histeria, por exemplo). Outro fato que chama a atenção é esse descaso com a depressão: era só descansar MUITO que passava.