Às vezes fico com um certo receio de criticar filmes antigos. Temo ser anacrônico, mas ao mesmo tempo não posso simplesmente ignorar minha época e dizer que achei bom algo que não achei. Talvez este seja um dos casos. “O Jovem Frankenstein” é um filme norteamericano de 1974, que leva na direção Mel Brooks (o mesmo de “Drácula, Morto mas Feliz”). Continuar lendo
A terra dos meninos sonhadores
Este é um conto infantil que escrevi em 2016. Inspirado por tantos autores que assim começaram a escrever, inclusive pelo meu amigo Heider, achei interessante tentar escrever um conto para crianças.
A terra dos meninos sonhadores
Em uma terra muito, muito distante daqui, havia uma pequena vila sem nome. Era uma vila cercada por pequenos e belos muros de pedra entalhada e cobertos por musgo, que foram construídos há muito tempo. Como era de costume, havia um chefe do vilarejo. Ele se chamava Edmundo Move-pedra e todos apreciavam muito sua liderança. Em uma noite chuvosa ele fora chamado a cabana de Marco Colhe-graveto. Debaixo do temporal, o chefe deixou seu pequeno casebre no centro da vila para bater à porta do humilde vendedor.
– Marco! – disse o chefe ao entrar na casa de Marco – Onde está ele? Benedito já chegou?
– Venha aqui, Edmundo, rápido! – respondeu.
Na cama, Hortência Colhe-graveto, esposa de Marco, estava ofegante. Segurava em seus braços o pequeno recém-nascido: Leonardo Colhe-graveto. O bebê era bem miúdo e ninguém diria que era possível estar mais rosado. Ao lado da cama estava Marco e Benedito. Continuar lendo
Penny Dreadful (2014)

Aquelas fotos de séries em que todo mundo faz pose e olha para um lado diferente, como se estivessem sozinhos.
O século XIX e o início do século XX parecem ter sido o apogeu do horror na literatura e no cinema, respectivamente. Foi nessa época que surgiram grandes livros como O Drácula, Frankenstein, O Retrato de Dorian Gray, e mais. Então vieram os filmes com Drácula, a criatura de Frankenstein, O Lobisomem, A Múmia, e outros clássicos da Universal. No século XIX, na Inglaterra, publicava-se uma série de periódicos com contos de terror vendidos por poucos centavos. Ficaram conhecidos como Penny Dreadful. A maioria deles precedeu as histórias que se tornaram filmes, mas eram considerados “literatura barata” e contavam histórias re-escritas ou inspiradas em literatura já existente. Muitos “pennies” tratavam de histórias com ladrões e bandidos. Continuar lendo
Mestre Gil de Ham – J. R. R. Tolkien

Até hoje, Tolkien nunca me decepcionou. Não que eu tenha lido muita coisa dele, mas até agora foi tudo muito interessante. “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit” já cruzaram as fronteiras da literatura, moldando não apenas o mundo criado pelo escritor como também um estilo único, influenciando a imaginação de vários escritores e milhares de leitores.
Mestre Gil de Ham é uma história cômica escrita por J. R. R. Tolkien e publicada em 1949, após a trilogia da Terra-Média. É quase um conto, com menos de cem páginas na versão que comprei. Tão curto que a editora incluiu, para aproveitar melhor a impressão e para nossa alegria, a versão original em manuscrito e o rascunho de uma possível continuação. Continuar lendo
Pequenas jóias
Imagem

Jonathan Strange e Mr. Norrell (2015)
Vários conceitos e histórias de magia que temos hoje tem como base contos ingleses. Mas, dentro do fantástico, nunca vi uma história tão realista – entenda como capaz de tornar verossímil a magia e a realidade dentro de um mesmo mundo. Essa tarefa, incluindo a capacidade de situar-se em um momento histórico é algo que fora legado a histórias do período medieval. Mas Jonathan Strange & Mr Norrell é uma minissérie com apenas sete belíssimos capítulos que foi capaz de fazê-lo. Continuar lendo
Roverandom – J. R. R. Tolkien

Durante uma viagem com sua família em 1925 até Filey, o pequeno Michael perdeu seu cachorrinho de brinquedo na praia. Ele ficou muito triste com o acontecido e seu pai, na tentativa de animá-lo, criou uma história para explicar o sumiço da miniatura. O pai de Michael era J.R.R. Tolkien. A história foi depois re-escrita e datilografada. Tolkien fez quatro revisões, mudando de pequenos detalhes a personagens inteiros. A pedido do seu editor, ele pretendia fazer um título que seguisse o sucesso recente de “O Hobbit”. Assim o autor desenvolveu a história de Roverandom, que foi recusada posteriormente mas publicada em 1998 graças a Christina Scull e Wayne Hammond, que organizaram os escritos e fizeram uma porção de notas sobre a obra. Continuar lendo
Iron Sky (2012)
Iron Sky é um filme de 2012, com uma das temáticas de ficção científica mais loucas que eu já vi. Segundo o filme, os nazistas fugiram para a lua. Sim, a lua. E estão lá desde então se preparando para retornar e dominar o mundo. A produção ficou por conta de investimentos finlandeses, alemães e australianos. Continuar lendo
Pequenos Deuses – Terry Pratchett

Pequenos deuses é um pequeno livro sobre coisas muito grandes. Não me refiro aos deuses de DiscWorld, mas sim a própria religião e como a encaramos, além de outros pontos mais profundos. Esse título vem dar forças a minha opinião de que Terry Pratchett é um gênio da literatura: primeiramente ele escreveu um livro de fantasia cujo foco é religião e como as civilizações lidam com isso. E ainda aproveita para satirizar vorazmente os excessos dos religiosos, enquanto traça não apenas como DiscWorld (seu universo) funciona, mas também como os seus deuses se comportam. Continuar lendo
Bacon
Imagem
