
Passeando por uma livraria, sem qualquer intenção de realmente comprar alguma coisa, percebi que havia perto de mim um livro de capa preta com letras garrafais vermelhas na capa. Drácula o Morto-Vivo. O título imediatamente me pareceu tão interessante quanto um pesadelo. Revisitar, reescrever ou refazer a história original de Bram Stoker aparentava ser um pecado. Além disso provavelmente era um livro encomendado, escrito por algum escritor-fantasma a pedido de editores. Mas as letras brancas na parte de baixo da capa, que estampava um morcego sob uma luz fraca, diziam: A sequencia do clássico de Bram Stoker. Era o que eu temia! Talvez fosse até pior do que o Sherlock Holmes que se vê arrastado por diferentes escritores atuais, como se roubado de Conan Doyle. Um nome acima do título me fez recuar perplexo: um dos autores era Dacre Stoker. Pensei se seria realmente um descendente de Bram Stoker, o irlandês que escrevera o clássico no século XIX. Foi quase um alívio ler que Dacre é sobrinho-bisneto de Bram. Isso tornaria a obra menos forçada – para mim -, como se os personagens pudessem ter sido herdados. Continuar lendo →