Halloween e Dimitri Tsykalov

Bom dia pessoas lindas.

Halloween quase ai, apesar de não gostar muito da data, e preferir comemorar o dia do saci, vou entrar no clima fúnebre do dia das bruxas e recomendar um trabalho que só posso descrever como visceral.

Apresento-lhes o artista russo Dimitri Tsykalov, nascido em Moscow em 1963. Seus trabalhos artísticos fazem parte do campo tridimensional e escultórico.

Uma característica de seu trabalho é a forma impactante e fúnebre em que seu material é empregado, ele usa alimentos como suporte artístico. Continuar lendo

Drácula Morto-Vivo – Dacre Stoker, Ian Holt

dracula-morto-vivo

Passeando por uma livraria, sem qualquer intenção de realmente comprar alguma coisa, percebi que havia perto de mim um livro de capa preta com letras garrafais vermelhas na capa. Drácula o Morto-Vivo. O título imediatamente me pareceu tão interessante quanto um pesadelo. Revisitar, reescrever ou refazer a história original de Bram Stoker aparentava ser um pecado. Além disso provavelmente era um livro encomendado, escrito por algum escritor-fantasma a pedido de editores. Mas as letras brancas na parte de baixo da capa, que estampava um morcego sob uma luz fraca, diziam: A sequencia do clássico de Bram Stoker. Era o que eu temia! Talvez fosse até pior do que o Sherlock Holmes que se vê arrastado por diferentes escritores atuais, como se roubado de Conan Doyle. Um nome acima do título me fez recuar perplexo: um dos autores era Dacre Stoker. Pensei se seria realmente um descendente de Bram Stoker, o irlandês que escrevera o clássico no século XIX. Foi quase um alívio ler que Dacre é sobrinho-bisneto de Bram. Isso tornaria a obra menos forçada – para mim -, como se os personagens pudessem ter sido herdados. Continuar lendo

La Belle et la Bête (2014)

belle bete capa

A Bela e a Fera é uma história do século 18, escrita por Jeanne-Marie Leprince de Beaumont e que teve inúmeras adaptações em forma de livros, filmes, teatro, óperas e tudo mais que for possível. “La Belle et la Bête” é uma adaptação franco-germânica de 2014 e que, apesar de seguir a trama já conhecida em todos os seus clichês, não deixa de inovar nos detalhes. Continuar lendo

Beasts of no nation – Uzodinma Iweala

Beasts-of-No-Nation

Quando um colega meu ia jogar alguns livros fora, eu pedi que ele os desse para mim. No meio deles estava um pequeno livro, bem encapado pela Harper-Collins e com letras cor de cobre na lombada. A edição de apenas 140 páginas era de “Beasts of no Nation”, de Uzodinma Iweala. A obra, em inglês, mostrou-se um verdadeiro retrato da guerra, do sofrimento e do desespero. Continuar lendo

Minúsculo e maiúsculo

31 Maiusculo

O despertador toca.
Desperto sem demora: já era hora!
A luz do sol ainda recebe ajuda dos postes da rua.

Enquanto cordas vibrantes formam o universo,
pouca massa rapidamente se transforma em muita energia. Continuar lendo