Ducktales Remastered (PC)

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Ducktales é um mito da infância nos anos 90. Como era de se esperar, foram feitos jogos para o console da época, o Nintendo. Ano passado, entretanto, foi anunciado uma versão remasterizada do primeiro jogo, produzido pela WayForward, Capcom e Disney. Na época lembro que fiquei estarrecido com a qualidade gráfica do jogo, que prometia muito. Continuar lendo

Lobo da Noite (Parte IV)

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Lobo da Noite – Parte IV

Ele sorriu para mim e começou a andar em minha direção. Peguei outro punhal, preso no cinto às minhas costas e avancei, cravando-lhe um deles na barriga e outro no ombro direito. Afastei enquanto ele se curvava de dor. Assim, ao menos, pensei. Ele removeu o punhal da barriga e soltou-o no chão da sacada. Então ergueu a bengala e a bateu no chão, liberando um som pesado. Sangue escorria dos ferimentos de tal monstro, mas ele simplesmente riu para mim e continuou a andar. Recuei. Nunca vira tal coisa antes. Na parede do quarto havia um ornamento com duas espadas cruzadas. Peguei uma delas e cravei no ferimento que fizera-lhe na barriga, atravessando-o por completo. Pela ponta da espada atravessada escorria sangue. Ele olhou para mim e disse sorrindo: “Humano”. Riu então entre os dentes e, foi aí que percebi, eles eram estranhamente pontiagudos. Senti medo, pavor, pânico.

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O Druida

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Houve uma época em que havia mistério
Uma época de sombra e luz
Os homens buscavam em fontes que transbordavam
mas que hoje já estão quase secas.

Em uma árvore no fim da floresta
voltada para o centro de uma pequena aldeia
vivia um homem de grande sabedoria.
Ele vira todos os aldeões nascerem,
assim como os pais deles e os avôs deles.
A árvore era um sagrado carvalho
onde, escavado por dentro, foi feita moradia
do velho druida da aldeia.
Lá ele residia e trabalhava,
extraindo da natureza o bem para curar o mal
que afligisse qualquer um que lhe batesse a porta
pedindo ajuda. Continuar lendo

Muitos Curtas!

Recentemente tenho percebido uma tendência do cinema em produzir filmes cada vez maiores. Realmente há tramas que necessitam de mais de duas horas para que sejam bem desenvolvidas, mas isso não torna tramas pequenas e enxutas indignas de menção. A seguir fiz uma lista de alguns curtas animados que, com poucos minutos, já conseguem transmitir sensações e ideias que muitos longa metragens não conseguiram.

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Harmonia de 25

Quando eu fazia aulas de piano com o grande Aulus Mourão, ele (eu acho) inventava harmonias complicadíssimas que falava para eu executar. Eu aprendi muito com isso, tanto é que hoje sinto falta de, em alguma música, um acorde com nona, quarta, quinta aumentada ou sétima maior.

Clave de Fá, notação principal para a harmonia no piano.

Clave de Fá, notação principal para a harmonia no piano.

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Adieu, mon ami

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Eu
quero continuar
a interpretar
meu papel neste mundo.

Sei que
quando tudo vai mal
já é um bom sinal
de que pode melhorar.

Mas
sem sua sombra aqui
quem é que vai rugir
quando me encontrar.

E se
perdoar a mim mesmo,
me verei tão surpreso
com a mudez de sua voz.

Queria
ter ficado contigo,
enfrentar os perigos
que as ruas nos trazem.

Nunca
mais vou te ver
mas tão pouco esquecer
dos momentos felizes.

Quero
que saiba, amigo
separados, sozinhos,
estaremos sempre ligados.

Por mais
que o tempo desfaça
o que nos constitui a raça
Assim eu e você, você e eu.

Vessel (PC)

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Adoro jogos de puzzle. Talvez a maior parte do meu interesse por esse gênero seja por me sentir estimulado a pensar, raciocinar, resolver problemas lógicos e matemáticos. Vessel, jogo indie de 2012, apresenta o desafio na medida certa, não muito difícil nem muito fácil. Continuar lendo

Lobo da Noite (Parte III)

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Lobo da Noite – Parte III

Ouvi o badalar do sino da torre do relógio, eram nove horas. Provavelmente o velho já deveria estar dormindo. Testei a porta: trancada. Peguei um par de espetos e ganchos de metal e, silenciosamente, comecei a tentar destrancá-la. Foi então que aconteceu algo assustador. De alguma forma as velas dos candelabros se apagaram simultaneamente, a porta se destrancou e, em meio a escuridão, vislumbrei por entre uma fresta da porta, que se abria sozinha, a lua cheia se exibindo pela sacada do quarto. Cortinas rasgadas balançavam através da porta e encobriam as bordas da lua em movimentos oscilantes. Entrei abaixado no quarto e vi uma grande cama no centro, rodeada por guarda-roupas e cômodas. Não havia, no entanto, ninguém dormindo na cama mas percebi uma sombra do lado de fora, na ampla sacada. Esgueirando-me, aproximei da porta e vi que ali havia uma pessoa. Não parecia um velho, mas sim um jovem de não mais do que um quarto de século de vida. Apoiava-se numa bengala fina com a mão direita e olhava para baixo. Os cabelos longos e pretos refletiam a luz da lua enquanto alguns fios ondulavam. Questionei-me se ele seria realmente a minha vítima, pois tivera outras expectativas quanto a idade. Contudo havia seguido corretamente as instruções: passado do primeiro edifício, da torre do relógio e chegado ao quarto com um lobo na porta. Não restava duvidas. Tinha de ser ele! Continuar lendo