Eu havia feito o desenho a seguir ano passado, junto com vários outros, e tive a ideia de fazer um conto para cada desenho. “Lobo da noite” não foi o primeiro, mas é um dos meus contos mais recentes. Quis fazer algo que pudesse ser assustador mesmo para mim e, quando estava escrevendo, as cenas que se formavam na minha imaginação realmente foram fortes o bastante para eu preferir escrever durante o dia e não a noite. Eu quis trabalhar com a ideia do vampiro mais clássico, mais Drácula, que não brilha e nem tem muitos sentimentos além do sofrimento, da tristeza ou da raiva. Um filho da noite, um lobo que se precipita nas trevas.

Lobo da Noite – Parte I
Durante muito tempo me questionei se eu não estaria brincando de ser Deus. Talvez eu até quisesse, mas a verdade é que não chegava nem perto. Assumi, porém, o papel da morte como profissão e me tornei um assassino de aluguel. Triste, acho. Não parece o tipo de profissão da qual se tem orgulho, mas é preciso alimento e um teto sobre a cabeça. O trabalho pagava o suficiente para isso. Continuar lendo →