Desbravador

Usando apenas um único Roland Juno D, a música “Desbravador” talvez tenha sido a primeira que eu tenha gravado. Constituída de um progressão simples, um belo ostinato e improvisos diversos, há nessa peça não apenas o piano, mas também cordas, coral, sinos e outros efeitos. Hoje, dia de finados, ela se fez ainda mais importante: homenagem a um irmão que partiu, feita para ele inclusive. Geh mit Gott!

City of Ember (Cidade das Sombras)

Nota: 3/5
Não se sabe porque (ou pelo menos não fala-se no filme), mas ficou inviável para a humanidade viver na superfície da Terra. A solução encontrada por cientistas, engenheiros e arquitetos foi uma ideia muito interessante: construir uma cidade subterrânea, movida a vapor e eletricidade, aonde os sobreviventes poderiam viver a salvo de qualquer perigo por gerações. O segredo de como sair dali estaria trancado numa caixa de metal por 200 anos, confiada ao prefeito unicamente. No decorrer de vários anos, entretanto, a caixa foi roubada e sua história esquecida. As provisões mantidas na cidade, com o tempo, começam a se tornar mais escassas e o gerador principal começa a falhar. Soma-se a isso um prefeito corrupto e jovens querendo solucionar o problema e o que temos? Uma clássico filme para a família. Lançado em 2008, não se trata de grandes reviravoltas, jogos mentais ou questões existenciais, mas são 90 minutos de distração simples e interessante. É possível reparar também na cega fé da população de que vai tudo terminar bem, de que o líder é sábio e competente, de que os apagões são comuns e sempre os Eletricistas e os Encanadores conseguirão consertar o gerador. Cheira a critica social em forma de metáfora pra mim. Outro detalhe é a semelhança com certos jogos ao apresentar na cidade uma divisão clara dos empregos. Não há desempregados e, ao formar, cada jovem é direcionado para uma guilda (Eletricistas, Encanadores, Mensageiros, Cantores, etc). O filme, no entanto, deixa muito a desejar e acaba solucionando certos mistérios de forma muito rápida.

Quando se encontrar com uma ninfa

Quando com uma ninfa você se encontrar                                                                             O corpo dela você pode até espiar                                                                                           Mas em seus olhos jamais deve olhar                                                                                     A não ser que por ela queira se apaixonar

Se por triste acaso dos olhos dela ver extrema alegria e satisfação                                       Em seu frio peito arderá uma chama que incendiará seu coração                                         E em ti surgirá forte emoção                                                                                                   Uma paixão tão perigosa que o levará a perdição

Se em mim não vais acreditar                                                                                                 Confie em mim, pois nos olhos da ninfa tive a audácia de olhar                                             E desde então não saio dessa prisão                                                                                     Lugar onde guardo meu coração

Quando percebi o que aconteceu pensei                                                                                 Maldito o dia em que a ninfa encontrei                                                                                     E em seus belos olhos verdes olhei

Todo o azul do céu!

Mais uma vez, venho com mais um texto, falarei do céu, minha paixão.

Não mais, segue o texto:

Temos tendência a ignorar toda a beleza que se encontra nas coisas simples do mundo. Quantas vezes já parei pra pensar nessa beleza, e, um dia, eu finalmente a encontrei, encontrei uma das coisas mais belas que já vi na minha vida, eu vi a imensidão do céu e todo o seu azul. E mesmo quando ele está cinza, há beleza.

Nós quase nunca paramos pra olhar para as simples maravilhas que existem nesse planeta. É preciso observar que a beleza não se encontra na perfeição mas nas coisas simples. Já parou algum dia e olhou pra cima? Já reparou em toda aquela imensidão que todo dia nos olha, nos chama para conversar, trocar idéias e quem sabe, histórias? Às vezes o que mais precisamos é de uma simples visão do céu para ter um dia melhor.

O céu é minha droga, brinco que ele é minha droga matinal, que sem isso não consigo pensar. Todo dia de manhã eu paro, saio, vou lá fora e olho pra cima. O céu é magnífico, é simplesmente perfeito, e o mais perfeito é que não tem como escapar dele, ele sempre vai estar lá, por mais que você negue e desvie o olhar, não tem como fugir dele e nem tem porquê.Afinal é uma obra de arte que está à disposição de todos.

E se um dia ele ficar cinza, pense na beleza que ele tem nessa cor, ou se quiser pense que uma hora ou outra ele volta a ser azul e que toda aquela imensidão vai invadir sua alma. E quem sabe, você comece a ver a beleza em coisas simples. Sempre existirão mais coisas para se ver e não só para enxergarmos, pois de nada adianta se enxergar alguma coisa se, de fato não a vê.  A beleza sempre nos encontrará nas coisas simples, temos que parar e oljar para ela, mas olhar e ver, não somente enxergar.

Talvez nunca encontremos algo mais belo que o céu, em todas as suas formas. Desde o céu mais calmo ao mais tempestuoso, ele nunca deixa de ter aquela beleza que chama para nos juntarmos a ele.

Eu já encontrei alguém com a beleza comparável a beleza do céu, mas isso é outro assunto, que deixarei para outra hora

.Image

 

 

Requiem For a Dream (Requiem para um sonho)

Nota: 3/5
O filme, lançado em 2000, conta a história de quatro viciados em substâncias químicas e as consequências psicológicos, biológicos e sociais do uso. Primeiro temos Harry Goldfarb, sua namorada Marion Silver e o amigo para as horas “recreativas” Tyrone Love. Os três fazem, durante o filme, uso de vários tipos de drogas ilícitas e os efeitos são mostrados de forma inovadora, baseados em repetição de cenas (como a dilatação da pupila, fluxo de células por vaso sanguíneo…), em cenas aceleradas ou na mistura sem aviso com alucinações. Em seguida, temos Sara Goldfarb, mãe de Harry, aposentada e moradora de um prédio cheio de tias de meia idade. Ela se torna obcecada com emagrecimento, na esperança de usar um vestido vermelho antigo em um programa de televisão. Entretanto, os remédios acabam causando alucinações quando, na esperança de emagrecer mais rápido, Sara começa a aumentar as doses. Aviso desde já que o filme não é nenhuma comédia e que, se você está triste, ansioso ou num domingo a noite, não é a melhor opção… Mas é, sem dúvida alguma, uma obra de arte.

 

Franklyn

Nota: 4/5
Filme britânico de 2008 que narra a história de quatro personagens, inicialmente separados e posteriormente relacionados. O primeiro personagem é Preest, um vigilante mascarado que mora em Meanwhile city, uma cidade steampunk de um mundo dominado por religiões banais (sem querer criticar religiões, mas algumas são baseadas em profissões ou em manuais de instrução). Ele perdeu há alguns anos um caso que estava investigando: o sumiço de uma garotinha de 11 anos que, depois, descobriu-se que fora morta por um líder religioso. A segunda personagem é Emilia, londrina da atualidade, uma estudante com uma longa lista de tentativas de suicídio no currículo, além de ter diversos problemas com a mãe, agravados pela morte do pai. Em tentativas de suicídio gravado e dramatizado, Emilia tenta produzir algo artístico, mesmo que represente perigo para a vida dela. O terceiro personagem é Milo, que acredita ter visto uma amiga de infância com quem não se encontrava havia muito tempo. Isso, no entanto, o levará a uma série de conflitos com a própria consciência. O quarto e último personagem-chave da trama é Peter, que procura seu filho David, soldado que está foragido por agressão a oficiais e a um outro soldado. Porém, David parece apresentar distúrbios psiquiátricos. Interessante que a história se passa em dois mundos paralelos, um é Meanwhile City e o outro é uma Londres atual. É perceptível que ambos os mundo irão se encontrar, mas como isso vai acontecer – de forma boa e sem clichês, mas não brilhante – só assistindo o final do filme.

De toda a infinidade do tempo.

Nesse texto falei de várias coisas, e até agora não entendo nenhuma delas!

Segue o texto:

Novamente o amor toma conta de minha mente, tenho que sair disso, mas dessa vez não como o assunto principal, mas como um provocador de pensamentos, ao que me parece sou movido a amor, desde o último texto, uma coisa tem me ficado na cabeça, não devo parar minha vida pelo amor.

Apesar de ele ser um dos fatores que nos move, não deve ser considerado o principal. Temos outras coisas para nos incentivar, como nossos sonhos, os nossos instintos, desejos e etc…  Não devemos ficar presos no amor, temos que nos libertar e viver nossas vidas de maneira independente ao amor, mas não viver sem ele (o que é praticamente impossível). Mas o que isso se relaciona com o título? Simples, o tempo, em toda a sua infinidade é o único que pode nos mostrar como conviver com o amor, sem se prender a este.

O tempo em toda a sua magnitude (quem sabe se elogiar, ele passe mais devagar) é o único que nos ensina como viver, o que cá entre nós é um pouco irônico, claro, podemos pegar alguns macetes com aqueles que já foram “ensinados”. E mesmo depois que todo o tempo tenha passado você não terá aprendido nem metade do que ele dispõe.

Mas quem sou eu pra falar de ensinamentos e tempo, mal comecei a viver, sou novo. Mas uma coisa que aprendi é que o tempo apesar de toda a sua magia e magnitude, pode sumir de uma hora pra outra, o nosso tempo pode simplesmente se esvair antes do programado. É aí que entramos em algo extremamente difícil de falar, o fim do tempo (morte).

Devemos aproveitar a nossa estada nesse plano, o máximo que pudermos, pois o nosso tempo aqui pode acabar abruptamente. Uma coisa que sempre me perturba quando penso em morte, é: Terei arrependimentos? Espero que a resposta seja não, pelo menos para as coisas mais importantes.  Devemos nos liberar, até mesmo, das correntes do tempo, mesmo sendo algo magnífico, o tempo é também cruel, quando mais precisamos dele mais ele parece se escassear.

Por mais que queiramos, o tempo passa, e o que mais importa nisso é o que deixamos para os que ficam. Realmente devemos aproveitá-lo com sabedoria, pois ele é curto (sei que isso contradiz o título, mas eu vou explicar), porém o importante é: ele não para por nós e não devemos ficar lamentando o tempo perdido, devemos deixar nossa marca e “ir para o fundo do mar”.

Só podemos viver nossa vida, de um jeito: vivendo. Simplesmente não se explica, somente se sabe e ponto.

Sobre o sentido das coisas: sem sentido

A lógica simplista do mercado ocidental está impregnada em nossa sociedade. Tudo precisa ter um objetivo. De preferência, lucrativo. Atualmente não consigo olhar para algo e deixar de me perguntar: qual o sentido disto ou daquilo? Ter uma utilidade, um sentido, parece uma condição necessária de existência de qualquer coisa. Dessa forma, fico por vezes espantado ao ver algo que é apenas arte. Oscar Wilde dizia, e eu concordo em parte, que toda arte é essencialmente inútil. As vezes, algo que existe sem que seja definitivamente necessário me causa assombro. Exemplo disso, tenho muitos.

Primeiramente, a música. A música não tem utilidade alguma que não seja lazer, ócio, relaxamento ou para desestressar a mente. E eu sou estudante de música! Me sinto, as vezes, como um criador de inutilidades.
Ainda, os jogos, filmes e livros. Esses não tem propósito a não ser a fuga da realidade. Mesmo esse texto que estou escrevendo agora (e que você está lendo ou mesmo se tiver começado a ler desta frase por que a achou mais interessante) não tem um real propósito lucrativo para o usuário final. É apenas uma forma de expressar a idéia de que muitas coisas não tem sentido. Seria esse o sentido desse texto então?
Fato é que, nunca quis que ninguem lesse este texto ou outros que fiz. Mas quis fazê-lo mesmo assim. Nem que seja para apenas imprimi-lo, olha-lo, rasgar a folha e jogar fora. É dessa forma um texto-desabafo. Um texto no qual denoto que falta sentido nas coisas para mim. Se você compartilha da mesma opinião, eu não tenho nem idéia do que poderia lhe dizer sobre esse sentimento, a não ser “bem vindo ao clube”. Mas vamos adiante. Para mim visitar amigos não tem sentido quando não há nada o que dizer a eles. Ler não tem sentido se vamos esquecer. Escrever não tem sentido se ninguem vai ler. Nada tem sentido pois tudo que existe e haverá de existir será um dia esquecido ou desconstruído para originar algo mais. O tempo apaga os sentidos e nossa existência efêmera não pode competir com isso. Levantar não tem sentido se depois vamos dormir. Assim, sobreviver e perpetuar os genes passa a ser o único objetivo de qualquer espécie. Fazemos tudo que fazemos com o simples objetivo de realizar a manutenção em nós mesmos, embora já saibamos qual será o final. Contudo, ainda parece não fazer sentido.

O tempo é o grande vilão, mas precisamos que ele passe para que “as coisas” possam ser, estar e acontecer. Fonte: http://www.lpm-blog.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Melting_Clock09.jpg