Quero acordar e sentir o amor!

Fiz esse texto após alguns momentos de reflexão sobre a vida o universo e tudo mais. Segue o texto:

Quero um dia acordar e me sentir mais leve, não no sentido literal da palavra (apesar de precisar), quero sentir o vento bater no meu rosto, quero sentir o calor do sol, quero andar pelas ruas sem me preocupar com o que os outros vão pensar de mim. Quero dizer coisas sem nexo e não precisar me explicar.

Mas, por quê? É sempre o mesmo tema, o amor. Não estou apaixonado, ao menos é o que penso, nesse caso podemos dizer que o que falo é uma mescla do amor e da paixão, não tem como diferenciar um do outro, só esperando o tempo passar pra saber.

Sinto alguma coisa por ela(s), isso é fato, mas se passa da atração física não sei dizer. Então qual meu objetivo? Eu quero amar, eu quero ser amado. Talvez enquanto escrevo isso esteja passando por uma simples crise de carência, mas ainda assim os quero, quero poder dizer: “Eu te amo” e poder ouvir o mesmo.

Acho que o amor é uma das mais perfeitas sensações que podemos passar, e em toda a sua imperfeição o amor nos fazer sofrer, e não é pouco. Realmente acredito que ele nos faz sofrer, senão quem mais. Mas, isso quando não é correspondido, e às vezes durante uma relação amorosa, mesmo assim ainda me questiono: Por que desejo o amor?

A resposta está longe de ser simples, a única resposta que consigo dar é: Porque sim. Não consigo explicar, é uma necessidade humana. E o que o amor causa? Pra mim ele é como aquela sensação da adolescência, de quando chega o fim do ano letivo, é a mesma sensação do último dia de aula, em que todos os seus compromissos somem e parece que você tem todo o tempo do mundo.

No fim esse simples texto não passa de uma situação de querer, sou humano, estou sentenciado a amar, estou sentenciado a desejar. Não digo que somos egoístas, mas desejamos demais. Mas no fim de tudo eu só quero um dia poder dizer que estou amando e sendo amado.

Da dor que mais dura

Sim, fiquei um bom tempo sem postar nada, mas a faculdade não me deixou descansar e nem escrever muito. Pequenos versos, apenas 3 quartetos, mas espero que gostem da ritmica.

3 Da dor que mais dura

Da dor que mais dura

É tortura da alma
que não cessa ou acalma.
Essa dor que o poeta
há tempos decreta.

Que faz suspirar,
me desconcentrar.
Termina eloquente
no ouvido da gente.

Com palavras duras,
pelas vias escuras,
cai com contorcido
coração partido.

Capital

Ontem, vivia em no interior. Hoje, moro em Belo Horizonte. Admiro BH. Há ruas quase poéticas ao amanhecer e ao entardecer. Luzes amarelas são refletidas em ladeiras, enquanto canteiros de flores parecem de uma era passada. Se nesses há flores, nunca reparei. Estando lá ou não, até agora não fez diferença.

O som dos motores nunca cessa. Quando reduz, descansa, toma fôlego e retorna. As ruas, os postes, os becos e os bueiros apenas assistem a vida cinzenta dia após dia. A tampa do bueiro da esquina não se importa com o tempo, espaço ou qualquer outra coisa. Ela apenas está lá, observando. É uma mera testemunha sem memória. As ruas são repletas de folhas. Mesmo que todas tenham vindo de árvores, algumas já são de papel. O chão nunca é limpo, por mais que se esforcem os garis. E esses se esforçam muito. Na verdade, nada aparenta realmente ser limpo. Mas não há nada tão terrível, parece apenas natural.

A todo momento pessoas passam anonimamente. Ninguém é alguem nessa confusão, bem como alguém se torna um completo ninguém. Os caminhantes só se preocupam com seus próprios negocios. Mas fazer o quê? Não poderiamos pedir que se preocupassem todos com apenas um único ego, poderiamos? Logo, dividamos as preocupações entre os inúmeros egos que aqui transitam apressados.

É poético o ritmo da cidade. Nunca durmo em completa escuridão. Quando as cortinas ficam abertas, vejo as janelas de prédio iluminadas, alvas e amarelas. Essa luz adentra meu quarto com timidez, mantendo-se acanhada. Olhando do alto, as pessoas parecem apenas personagens: representam a própria história, mas não são os reais donos dela. De tão alheios, os humanos parecem sem alma. Os carros parecem brinquedos e os mendigos tem ares consolados. Tenho pena deles e medo de, no fim, ser somente mais uma parte desse gigante organismo da civilização. Mas sou menos que isso.

O Blues do YouTube

Um grande amigo meu certa vez pediu pra eu gravar um piano pra ele. Naturalmente eu só poderia esperar um ótimo material vindo dele, mas a versão final superou minhas expectativas (e pretensões). Mesmo sendo só uma vinheta, resume nos seus 57 segundos a essência do Blues.

Com a turma:

Raphael Prazeres – Composição,bateria, baixo e guitarras.
João Pedro – Voz principal
Gabriel Elias – Voz e Gaita
Vinicius Martins – Voz
Eric Levi – Piano

Leão de Ferro

Ocorreu comigo recentemente um caso muito inusitado. Paixões sempre vêm em hora inoportuna e agora, mais que nunca, estou tentado ser tão racional quanto possível. Esta composição os admiradores do racionalismo (NightJack, Eric) vão gostar mais. Trata-se de um tipo de soneto italiano invertido, com 2 estrofes de 3 versos, seguidas de 2 estrofes de 4 versos (sendo que no soneto normal são os quartetos que vêm primeiro). Sintam-se livres para comentar!

2 Leão de Ferro

Leão de ferro

Entre sonhos e medos madrugais,
preocupações frequentes, irreais,
não consigo mais erguer-me e lutar.

Obcecado pelos seus feromônios,
amaldiçoado por meus demônios,
mil pensamentos a me torturar.

Atravesso as trevas sem direção,
romantismo odioso em fogo crepita
tudo é irritante sem qualquer razão
uma dor que sangra do meu ombro grita.

Quisera eu ter um desejo atendido
os olhos de leão assim eu cerro
pediria, antes de ter adoecido,
um coração frio forjado em ferro.

Destino do Infeliz

Oi, pessoal. Meu primeiro post e, pra quem não leu a página sobre o site, minha principal contribuição aqui será por meio de poemas. Este é bem simples, composto por apenas 4 estrofes de 4 versos. Dedicado as noites de quarta-feira.

1 Destino do Infeliz

Destino do Infeliz

Decepcionado estou
com a humanidade,
com seu sujo jeito,
com seu triste modo.

Decepcionado estou
comigo mesmo.
Por fazer parte disso,
Por ser mais um cúmplice.

Sinto-me assim mal por
somente analisá-la.
Por sofrer com o que
me é duro mistério.

E pensar que a única
cura para tamanha
dor é só me tornar
o que odeio mais na vida.

Da existência do átomo

Vários são os assuntos escolares de ensino médio principalmente que estudei que me fizeram pensar e não decorar. Certo, talvez não tenham sido tantas assim… Fato é que li há algum tempo atrás uma apostila para pré-vestibular e revi, no inicio da matéria de Química, um texto sobre Demócrito. Em resumo, o filósofo grego acreditava que se um pedaço de metal fosse dividido em partes cada vez menores, seria encontrada uma partícula microscópica indivisível que manteria as propriedades do metal original. Átomo, do grego, indivisível, foi o nome dado por Demócrito a essa partícula incrivelmente pequena.

Ao terminar de ler o parágrafo que explicava o modelo atômico do filósofo grego, sublinhei a palavra átomo pela simples vontade de sublinhar uma palavra. De preferência, a mais importante palavra ou frase no parágrafo que havia acabado de ler. Então encarei a palavra: Átomo, entre aspas. Comecei a imaginar o que Demócrito poderia ter pensado ao elaborar semelhante afirmação. De certa forma, fez sentido pra mim na hora e eis que exponho aqui minha absurda conclusão. E se ele estava parcialmente certo?
Absurdo! Platão e Aristóteles foram contra a hipótese átomica, como poderiam eles estarem errados? Na verdade, esses renomados filósofos erravam com frequência ao explicar os fenômenos que tentavam compreender. Evidente que suas conclusões faziam sentido em suas respectivas épocas e nem sequer havia forma de tais gregos serem mais precisos. Mas a ciência descobriu mais. Dalton nos apresentou a ideia da bola de bilhar. Thomson nos presenteou com seu saboroso modelo do pudim de passas. Rutherford, Millikan, Crookes… Todos ergueram os alicerces e hoje são os pilares que levaram aos ‘dogmas’ científicos de que o átomo (indivisível) é divisível. Porém, para mim parece óbvio que existe realmente um átomo, literalmente indivisível – para ser redundante em duas línguas diferentes.

Imaginemos uma coisa qualquer. Não importa o que seja, basta ser algo físico, que tenha massa. Dividamos em duas partes o objeto até chegar ao nivel do átomo. Agora divida o átomo ao meio. Parece meio estranho, certo? Então vamos dividir o número de protons ao meio. Restando um único próton, dividamos ele também. Sabe-se que um próton é constituído de três quarks. Seria possivel dividir um quark? Se sim e continuassemos a dividir, o que aconteceria? Teoricamente, chegariamos a uma particula ou onda indivisível que não manteria nenhuma propriedade da materia que ela, ‘inconscientemente’, constitue. Qual seria essa partícula ou onda indivisível? Anteriormente foram os elétrons, prótons e neutrons as particulas elementares. O fato é que, deve haver um real átomo indivisivel, do contrário, continuariamos a dividir indefinidamente e quando a quantidade de divisões tendesse ao infinito, também as partes que foram separadas tenderiam ao infinito (duas vezes infinito na verdade, já que cada divisão resulta em duas partes). É obvio pensar que nada pode ser infinito (não abordarei nenhuma questão teológica aqui), a menos que nossos sentidos não consigam considerá-lo, vê-lo ou compreendê-lo. O interessante é pensar se isso pode ser de fato alcançado. Seria o quark o átomo literalmente? Ou será que, um dia, descobrirão a tão minúscula partícula ou onda constituinte de tudo: átomos, ondas, energia, etc… A grande minúscula particula constituinte de todo o universo. Mesmo que não faça sentido (ou mesmo se fizer), não consigo deixar de me espantar com tais possibilidades.