O poema do escocês
Aonde está meu amor?
– Diz o bravo escocês
Destruído pela dor!
Na pele dela, a palidez
O seu amor morreu, respondem,
E não há nada a fazer.
E ao escocês impedem
De os assassinos fazer sofrer.
E esse bravo escocês começou uma confusão,
E eu não faria diferente…
Tudo por causa de uma ferida no coração,
Pois guardo aqui também uma chama bem ardente.
E os olhos brilhantes como esmeraldas Já não se iluminam mais…
E sua pele branca, já não brilha como os cristais E de flores são suas belas grinaldas.
Eu mesmo com o escocês hei de me comparar,
Pois um amor tenho, e dela não pretendo me separar
E por ela causaria imenso turbilhão
Mesmo que tudo venha a ser em vão.
Meu amor por ela um dia hei de demonstrar
E como o escocês com ela sempre irei ficar
E mesmo que o poema perca o seu foco
Para mim não muda dessa maneira
Pois o poeta sou eu e fazer o que quero posso
No fim, peço perdão por te fazer ouvir essa asneira