Terrores Noturnos

Fiz esse texto há um bom tempo, só agora tive coragem pra postar. Espero que gostem:

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E novamente me encontro nas terras de Morfeu, lugar estranho e ao mesmo tempo aconchegante. Sinto os sonhos perfurarem minhas entranhas e dominarem todo meu ser, sinto que talvez não devesse mais acordar, que somente o mundo dos sonhos me basta para viver e ter o amor que quero e não terei.

Venha, Sonho, e me abrace. Quero me aconchegar em seus braços. Peça para Orfeu cantar para mim e com a sua lira acalme este coração tempestuoso. Peço que retire a mágoa e a insanidade que se alojam em minha alma, pois já não suporto mais essa tortura. Jamais me libertarei dessa sina? Continuarei sempre amando, e sempre me magoando? Sempre saindo com coração dilacerado, triturado e perfurado?

Continuarei então aqui, no mundo do sonhar. Visitarei locais por quais jamais passarei novamente, visitarei lugares que sempre vou e visitarei a minha amada, passarei pelos campos verdejantes e pelos mares mais tempestuosos e nada me abalará. Visitarei Caim e Abel, para perceber como meus pecados são pequenos comparados aos deles.

Quero a redenção, mas eu só encontro ela no sonhar, acho que é melhor ficar por aqui. Talvez seja o melhor. Assim não perturbarei mais as pessoas com meus ideais distorcidos e minhas idéias diferentes. Talvez eu deva virar residente no castelo de Morfeu e dar um fim nisto. Mas então acordo e percebo que tudo não passava de alguns terrores noturnos. Agora é só me levantar e continuar a sonhar acordado, pois é isso que fazemos e nada mais.

 

Encontre-me no “Verde do Violinista”, para lá nos amarmos.

Escrever

Acho estranho poder escrever algo, transmitir um sentimento ao texto e depois ler e recordar o mesmo sentimento. Para mim é muito recorrente uma sensação ao ler algo que escrevi: repulsa. Nada do que escrevo e leio posteriormente considero bom. As vezes isso me causa frustração, pois existem tantos escritores bons que produzem textos que aprecio francamente. Porém, não consigo apreciar nenhum texto que escrevo. Seria eu um mal pai? Escrevo e idealizo meus filhos projetando neles minhas emoções. Emoções que às vezes desprezo, às vezes me dão orgulho. Mas depois, saem todas as linhas tortas e sem sentido, pouco coesas, tal qual filhos problemáticos precisando de orientação. Revejo assim meu sentimento transcrito em palavras e, praticamente sempre, o critico. Entretanto, se são filhos difíceis, me faria um bom pai ajudá-los a se resolverem? Talvez. Logo, tento melhorar o texto, dar-lhe uma impressão melhor. Mas até hoje nunca me dei por satisfeito e me questiono se realmente serei capaz de redigir algo que goste de ler depois.

Uma hipótese que explica esse desgosto é a de que, um texto é bom para mim se ele é desconhecido e, ao lê-lo, vou o conhecendo e percebendo suas nuances, desvendando-o. Quando escrevo, em geral, tenho tudo na cabeça e lá parece tudo melhor. Em seguida, ao ler o que escrevi, me parece que perdi tempo digitando ou escrevendo aquelas parcas linhas. Esse texto é um exemplo. O construí, li, reorganizei algumas ideias mas continuo não gostando dele. Não sei porque ainda insisto em não apagá-lo. Desculpe, texto.

Todo o azul do céu!

Mais uma vez, venho com mais um texto, falarei do céu, minha paixão.

Não mais, segue o texto:

Temos tendência a ignorar toda a beleza que se encontra nas coisas simples do mundo. Quantas vezes já parei pra pensar nessa beleza, e, um dia, eu finalmente a encontrei, encontrei uma das coisas mais belas que já vi na minha vida, eu vi a imensidão do céu e todo o seu azul. E mesmo quando ele está cinza, há beleza.

Nós quase nunca paramos pra olhar para as simples maravilhas que existem nesse planeta. É preciso observar que a beleza não se encontra na perfeição mas nas coisas simples. Já parou algum dia e olhou pra cima? Já reparou em toda aquela imensidão que todo dia nos olha, nos chama para conversar, trocar idéias e quem sabe, histórias? Às vezes o que mais precisamos é de uma simples visão do céu para ter um dia melhor.

O céu é minha droga, brinco que ele é minha droga matinal, que sem isso não consigo pensar. Todo dia de manhã eu paro, saio, vou lá fora e olho pra cima. O céu é magnífico, é simplesmente perfeito, e o mais perfeito é que não tem como escapar dele, ele sempre vai estar lá, por mais que você negue e desvie o olhar, não tem como fugir dele e nem tem porquê.Afinal é uma obra de arte que está à disposição de todos.

E se um dia ele ficar cinza, pense na beleza que ele tem nessa cor, ou se quiser pense que uma hora ou outra ele volta a ser azul e que toda aquela imensidão vai invadir sua alma. E quem sabe, você comece a ver a beleza em coisas simples. Sempre existirão mais coisas para se ver e não só para enxergarmos, pois de nada adianta se enxergar alguma coisa se, de fato não a vê.  A beleza sempre nos encontrará nas coisas simples, temos que parar e oljar para ela, mas olhar e ver, não somente enxergar.

Talvez nunca encontremos algo mais belo que o céu, em todas as suas formas. Desde o céu mais calmo ao mais tempestuoso, ele nunca deixa de ter aquela beleza que chama para nos juntarmos a ele.

Eu já encontrei alguém com a beleza comparável a beleza do céu, mas isso é outro assunto, que deixarei para outra hora

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Quero acordar e sentir o amor!

Fiz esse texto após alguns momentos de reflexão sobre a vida o universo e tudo mais. Segue o texto:

Quero um dia acordar e me sentir mais leve, não no sentido literal da palavra (apesar de precisar), quero sentir o vento bater no meu rosto, quero sentir o calor do sol, quero andar pelas ruas sem me preocupar com o que os outros vão pensar de mim. Quero dizer coisas sem nexo e não precisar me explicar.

Mas, por quê? É sempre o mesmo tema, o amor. Não estou apaixonado, ao menos é o que penso, nesse caso podemos dizer que o que falo é uma mescla do amor e da paixão, não tem como diferenciar um do outro, só esperando o tempo passar pra saber.

Sinto alguma coisa por ela(s), isso é fato, mas se passa da atração física não sei dizer. Então qual meu objetivo? Eu quero amar, eu quero ser amado. Talvez enquanto escrevo isso esteja passando por uma simples crise de carência, mas ainda assim os quero, quero poder dizer: “Eu te amo” e poder ouvir o mesmo.

Acho que o amor é uma das mais perfeitas sensações que podemos passar, e em toda a sua imperfeição o amor nos fazer sofrer, e não é pouco. Realmente acredito que ele nos faz sofrer, senão quem mais. Mas, isso quando não é correspondido, e às vezes durante uma relação amorosa, mesmo assim ainda me questiono: Por que desejo o amor?

A resposta está longe de ser simples, a única resposta que consigo dar é: Porque sim. Não consigo explicar, é uma necessidade humana. E o que o amor causa? Pra mim ele é como aquela sensação da adolescência, de quando chega o fim do ano letivo, é a mesma sensação do último dia de aula, em que todos os seus compromissos somem e parece que você tem todo o tempo do mundo.

No fim esse simples texto não passa de uma situação de querer, sou humano, estou sentenciado a amar, estou sentenciado a desejar. Não digo que somos egoístas, mas desejamos demais. Mas no fim de tudo eu só quero um dia poder dizer que estou amando e sendo amado.