E se de repente eu perguntasse, sem avisar: “O que é vida?” O que você responderia?
A verdade é que não parece haver uma definição universal. Há uma convenção sobre o significado do termo. Pode ser o estado de quem está vivo, ou o período entre a concepção e a morte, ou mesmo um conjunto de relações físicas integradas. Para mim é difícil entender isso, mas estamos vivos e nem sabemos o que isso realmente significa! Claro que podemos ser práticos e dizer “mas estamos vivos, é isso que importa” e “vamos aproveitar e ter uma boa vida”. Isso, porém, não responde a questão, apenas a ignora. Continuar lendo
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Quero acordar e sentir o amor!
Fiz esse texto após alguns momentos de reflexão sobre a vida o universo e tudo mais. Segue o texto:
Quero um dia acordar e me sentir mais leve, não no sentido literal da palavra (apesar de precisar), quero sentir o vento bater no meu rosto, quero sentir o calor do sol, quero andar pelas ruas sem me preocupar com o que os outros vão pensar de mim. Quero dizer coisas sem nexo e não precisar me explicar.
Mas, por quê? É sempre o mesmo tema, o amor. Não estou apaixonado, ao menos é o que penso, nesse caso podemos dizer que o que falo é uma mescla do amor e da paixão, não tem como diferenciar um do outro, só esperando o tempo passar pra saber.
Sinto alguma coisa por ela(s), isso é fato, mas se passa da atração física não sei dizer. Então qual meu objetivo? Eu quero amar, eu quero ser amado. Talvez enquanto escrevo isso esteja passando por uma simples crise de carência, mas ainda assim os quero, quero poder dizer: “Eu te amo” e poder ouvir o mesmo.
Acho que o amor é uma das mais perfeitas sensações que podemos passar, e em toda a sua imperfeição o amor nos fazer sofrer, e não é pouco. Realmente acredito que ele nos faz sofrer, senão quem mais. Mas, isso quando não é correspondido, e às vezes durante uma relação amorosa, mesmo assim ainda me questiono: Por que desejo o amor?
A resposta está longe de ser simples, a única resposta que consigo dar é: Porque sim. Não consigo explicar, é uma necessidade humana. E o que o amor causa? Pra mim ele é como aquela sensação da adolescência, de quando chega o fim do ano letivo, é a mesma sensação do último dia de aula, em que todos os seus compromissos somem e parece que você tem todo o tempo do mundo.
No fim esse simples texto não passa de uma situação de querer, sou humano, estou sentenciado a amar, estou sentenciado a desejar. Não digo que somos egoístas, mas desejamos demais. Mas no fim de tudo eu só quero um dia poder dizer que estou amando e sendo amado.
Capital
Ontem, vivia em no interior. Hoje, moro em Belo Horizonte. Admiro BH. Há ruas quase poéticas ao amanhecer e ao entardecer. Luzes amarelas são refletidas em ladeiras, enquanto canteiros de flores parecem de uma era passada. Se nesses há flores, nunca reparei. Estando lá ou não, até agora não fez diferença.
O som dos motores nunca cessa. Quando reduz, descansa, toma fôlego e retorna. As ruas, os postes, os becos e os bueiros apenas assistem a vida cinzenta dia após dia. A tampa do bueiro da esquina não se importa com o tempo, espaço ou qualquer outra coisa. Ela apenas está lá, observando. É uma mera testemunha sem memória. As ruas são repletas de folhas. Mesmo que todas tenham vindo de árvores, algumas já são de papel. O chão nunca é limpo, por mais que se esforcem os garis. E esses se esforçam muito. Na verdade, nada aparenta realmente ser limpo. Mas não há nada tão terrível, parece apenas natural.
A todo momento pessoas passam anonimamente. Ninguém é alguem nessa confusão, bem como alguém se torna um completo ninguém. Os caminhantes só se preocupam com seus próprios negocios. Mas fazer o quê? Não poderiamos pedir que se preocupassem todos com apenas um único ego, poderiamos? Logo, dividamos as preocupações entre os inúmeros egos que aqui transitam apressados.
É poético o ritmo da cidade. Nunca durmo em completa escuridão. Quando as cortinas ficam abertas, vejo as janelas de prédio iluminadas, alvas e amarelas. Essa luz adentra meu quarto com timidez, mantendo-se acanhada. Olhando do alto, as pessoas parecem apenas personagens: representam a própria história, mas não são os reais donos dela. De tão alheios, os humanos parecem sem alma. Os carros parecem brinquedos e os mendigos tem ares consolados. Tenho pena deles e medo de, no fim, ser somente mais uma parte desse gigante organismo da civilização. Mas sou menos que isso.

