O Último Desejo – Andrzej Sapkowski

Quando vi o lançamento do jogo “The Witcher 3” fiquei bem interessado: um mundo aberto medieval, com bastante ação e características de RPG. Mas eu já sabia que não iria jogá-lo tão cedo: Eu tenho apenas um Super-Nintendo e meu computador não preenche os requisitos. Desisti, portanto, do jogo. Um tempo depois comecei a ver alguns vídeos sobre criaturas e eventos do jogo e, quando pesquisei mais a fundo, fiquei surpreso. O jogo era baseado em livros de um escritor polonês chamado Andrzej Sapkowski e, bom, livros não tem pré-requisito além de saber ler. Então procurei pelos livros e comecei a ler o primeiro, chamado “O Último Desejo”.

O livro apresenta uma série de contos, tendo como protagonista o bruxo Geralt de Rívia. É interessante que os contos são intercalados por trechos de uma história, chamada “A Voz da Razão”, cujo título só é explicado no final. Os demais contos são recordações lembradas por Geralt durante essa história. Continuar lendo

Assassin’s Creed (2016)

Filmes adaptando a história de jogos nunca foram muito aclamados. Em geral, a crítica não gosta enquanto os fãs ficam divididos entre os que gostaram e os que ficaram decepcionados. Sinceramente nunca tive tempo de jogar nenhum jogo da série Assassin’s Creed, embora tenha intenção de fazê-lo algum dia. No entanto, recebi com grande satisfação o anúncio do filme da franquia, gostei muito do trailer e aguardei ansiosamente o lançamento. Continuar lendo

O Caminho do Poço das Lágrimas – André Vianco

O Caminho do Poço das Lágrimas é um livro de André Vianco lançado em 2008. É um livro curto, com cerca de 200 páginas, mas com muito conteúdo. O livro conta a história de Jonas e seus dois filhos, Ingrid e Bosco, que acordam em uma floresta e devem seguir o caminho para o poço das lágrimas, onde está o carro deles. No meio do caminho eles encontrarão situações e personagens enigmáticos e, às vezes, quase oníricos. É como se muita maldade existisse naquele lugar, e a bondade que fosse capaz de equilibrar essa predominância dependesse apenas deles. Continuar lendo

Suicide Squad (2016)

Suicide Squad é um filme de 2016 que trouxe uma perspectiva diferente sobre o atualmente incansável (mas ocasionalmente cansativo para mim) universo de heróis. Eu já falei aqui sobre o Batman vs Superman, que mostrou os heróis lutando uns contra os outros e depois contra todo mundo… Suicide Squad, no entanto, trás um bando de vilões, majoritariamente menos conhecidos e os coloca no primeiro plano da trama. Essa é uma mudança na arquitetura dos filmes de heróis bem interessante, talvez até aproveitando que Coringa tenha roubado a luz (ou as trevas) em The Dark Knight.

O primeiro fato que chama a atenção em Esquadrão Suicida é o Coringa, interpretado por Jared Leto. A expectativa se tornou cada vez maior em cima do filme a medida que saiam notícias de loucuras realizadas pelo ator, enquanto ele imergia 24h por dia no personagem. Isso já é conhecido de Leto, que utiliza dessa técnica para poder atuar de maneira mais realista: ele passa a ser o personagem todo o tempo. Diversos outros atores fazem ou fizeram o mesmo tipo de imersão, mas nunca com o Coringa. Nunca com um personagem cujo comportamento seja tão insano. Admito que isso me fez ficar mais interessado no filme e assisti o trailer logo após o lançamento. Continuar lendo

Warcraft (2016)

Warcraft foi para mim um grande marco no mundo dos jogos. Para mais novos do que eu e que nunca experimentaram a sensação de ir numa “lan-house”, com computadores mais caros do que seu pai poderia pagar, e dar uma nota preta para jogar por duas míseras horas um jogo cujo progresso sequer será salvo, eu sinto muito. Hoje essa realidade ainda acontece no interiorzão do Brasil, mas não estou aqui para falar disso. Lembrei que há muitos anos conheci numa dessas lan-houses, o jogo Warcraft III. Desde então, ouço promessas esporádicas sobre um filme que traria o mundo da franquia para o cinema. Eis que finalmente, após anos de espera, me sai o bendito filme. Continuar lendo

Harry Potter and the Cursed Child – J. K. Rowling, Jack Thorne e John Tiffany

Já escrevi aqui sobre Harry Potter, em uma grande mistura de comentários a cerca de diversos aspectos da série. Em 2016 foi lançada uma peça para teatro, escrita por Jack Thorne a partir de uma história da autora, J.K. Rowling, e de John Tiffany. Houve uma grande expectativa dos ingleses quanto à peça, que poderia ser assistida em Londres. Para nós, menos afortunados, o livro já foi suficiente para entrar em polvorosa. Mais uma vez, minha namorada aparece no mesmo texto em que falo sobre Harry Potter, pois foi ela que ganhou o livro, comprado por uma amiga dela na Grã-Bretanha, e me o emprestou. Continuar lendo

Conan, O Bárbaro (2011)

Eu sinceramente nunca li nenhum dos contos ou livros sobre Conan, o Bárbaro. Tudo o que eu lembrava era de um filme muito datado dos anos 80 com Arnold Schwarzenegger, cheio de fumaça, névoa, teias de aranha e águas borbulhantes. Desse modo, não fiquei nem um pouco animado com o novo filme e achei que devia ser uma perda de tempo. Ao assistir, no entanto, percebi que não é exatamente um filme ruim, mas também não trás quase nada de novo ou fora do padrão.

O personagem Conan foi criado por Robert E. Howard, que ficou conhecido como um dos precursores do gênero de “Sword and Sorcery”. O mais interessante é que o filme explora esse conceito muito bem, praticamente restrito a ele. A história narra exatamente a “jornada do herói” de Conan. Mostra sua triste realidade, suas perdas, seu desejo de vingança e sua busca incansável por consegui-la. Continuar lendo

Pixels (2015)

Eu não quero parar de postar aqui, mas terei agora de ser mais simples. As análises de filmes que fiz até agora me demandavam muito tempo para que pudesse pesquisar curiosidades e detalhes de produção. Tentarei ser mais objetivo para poder continuar a postar regularmente, mas pretendo evitar oferecer informações facilmente acessíveis, que já estão disponíveis na Wikipedia, por exemplo, e darei mais foco as minhas opiniões (que não estão, por definição, na Wikipedia).


Pixels é um filme com Adam Sandler. A maioria dos leitores, acho, pararia de ler por aqui. Os poucos que continuaram acredito estarem se questionando: por que escrever uma resenha sobre um filme do Adam Sandler? A resposta: esse é um raro filme sobre video-games antigos, mas não se encaixa no pacotão das múltiplas e falhas adaptações de Hollywood.

Pixels é de 2015, levando Adam Sandler como protagonista. Sinceramente, não tenho nada contra o trabalho de Sandler, embora não tenha conseguido assistir nenhum filme dele mais de uma vez. Detalhe para outros nomes no elenco, como Josh Gad (que fez LeFou no “A Bela e a Fera” de 2017), Sean Bean (o eterno Boromir de O Senhor dos Anéis) e Peter Dinklage (que interpretou/interpreta Tyrion em Game of Thrones). Há ainda atores que já há muito se repetem no elenco com Sandler, como Kevin James e Nick Swardson. Continuar lendo

As Aventuras do Caça-Feitiços: O Aprendiz – Joseph Delaney

Fazendo uma pesquisa para minhas próprias histórias, me deparei com a série Spook’s, de Joseph Delaney. Consegui o primeiro livro, traduzido como “As Aventuras do Caça-Feitiço: O Aprendiz”, e li em apenas quatro dias; vi o filme, cujo título é “O Sétimo Filho” e fiquei decepcionado. O livro, de 2004, conta a história de Tom Ward, 12 anos, sétimo filho de um casal de fazendeiros, e narra seu primeiro contato com o trabalho como “Spook”, traduzido (penso que por falta de opções melhores) como Mago. Continuar lendo

Quero ser John Malkovich (1999)

Quero ser John Malkovich foi um dos filmes mais ousados e profundamente filosóficos que eu já assisti. O longa-metragem é de 1999 e trata de uma temática que vem sendo pensado e repensado na filosofia e, acredito, até na psicanálise.

Tudo começa com uma cena incrível de uma marionete que expressa a agonia do ser humano ao se reconhecer. Isso tem total ligação com quem puxa os fios: Craig Schwartz, desempregado, deslocado do mundo, infeliz e, talvez causa disso, artista. Lotte, sua esposa, parece estar muito dedicada a causas externas, cuidando de diversos animais – incluindo um chimpanzé com úlcera estomacal devido a um trauma de infância. Craig apanha na rua por representar com marionetes, algo tido como infantil, uma história triste com momentos que remetem a movimentos sexuais. Isso foi a gota d’água. Ele decide arrumar um emprego e vai a LesterCorp, um escritório localizado entre o sétimo e oitavo andar de um prédio de Nova Iorque. Ao chegar lá, várias loucuras acontecem: todo o andar tem o teto baixo a ponto de todos precisarem andar curvados, a secretária do Sr. Lester é incapaz de entender qualquer coisa que Craig fale, o Sr. Lester tem plena convicção de que ninguém entende uma palavra do que ele fala e uma documentário – após a admissão de Craig no escritório – mostra que o andar 7 e meio fora construído para que uma mulher, provavelmente uma anã, não se sentisse inferiorizada. Lá ele conhece Maxine, uma bela e fútil mulher por quem ele se apaixona. Continuar lendo