Carrie – Stephen King

Há algum tempo eu li Sombras da Noite do Stephen King e, embora houvesse muita diferença entre cada conto do livro, seja pelo momento em que se passavam as histórias, seja pela intensidade da fantasia em cada narrativa, havia algo em comum. A escrita de King, repleta de analogias e metáforas incomuns, trás um ar de mistério a cada frase, como se os contos fossem escritos ao contrário, e a medida em que se progride recebemos pistas do que está por vir. Sobre o Sombras da Noite, eu gostei muito mas tive receio de ler livros maiores dele, que tratassem de apenas uma história. O receio não é por causa do estilo, mas sim porque tudo dele que eu conheço trata de uma temática muito interiorana dos Estados Unidos, cheia de vários dos clichés de filmes adolescentes e infantis. Decidi, porém, ler Carrie.

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Lucky (2017) e a existência

Lucky é um filme norte-americano de 2017 dirigido por John Carroll Lynch. O longa-metragem conta a história de Lucky, ateu e morador de uma cidade na deserta Califórnia, mas que só aos 90 anos começa a perceber sua própria mortalidade e a lutar contra o desespero que isso trás em uma crise existencial.

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Shame (2011), sexo e hipocrisia

Shame é um filme britânico de 2011 que não tem vergonha de insinuar, sugerir ou mostrar. Dirigido por Steve McQueen e estrelado por Michael Fassbender e Carey Mulligan, o longa-metragem trata do casal de irmãos (Brandon e Sissy) e de seus transtornos e sofrimentos em busca de felicidade.

Brandon é um homem bem sucedido de 30 e poucos anos viciado em sexo, pornografia, prostitutas e que não acredita em casamento, algo que para ele não funciona e nem é necessário. Já Sissy é uma cantora de lounge com dificuldades financeiras e que vai morar no apartamento do irmão, tornando o mundo dele de prazer sexual (e consequentemente seu psicológico) em uma bagunça.

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O Sonho do Celta – Mario Vargas Llosa

O Sonho do Celta é um livro de Mario Vargas Llosa lançado em 2010, que no mesmo ano ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Esse livro me foi presente de um tio, querido tio Heraldo, em um aniversário de data desconhecida que ficou no passado. Na obra do peruano, acompanhamos a história de Roger Casement, um irlandês nacionalista, que servirá tão bem à Inglaterra e à humanidade em prol da liberdade, que buscará a sua própria.

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Um certo capitão Rodrigo – Erico Veríssimo

A história de como esse livro me surgiu é interessante. Como é hábito meu, sempre vou visitar o corredor onde fica a estante de doações da Faculdade de Medicina da UFMG e se houver um livro de literatura interessante, ele volta comigo. Achei “Um certo capitão Rodrigo” do Erico Veríssimo estava lá, mas o mais interessante é que o início do livro encontrava-se cheio de comentários escritos a lápis pelo dono anterior. Não há identificação, mas senti aí um mistério semelhante ao do Harry Potter e o Enigma do Príncipe, de J. K. Rowling.

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Quadrilogia da Herança – Christopher Paolinni

Já há quase dez anos eu havia comprado os três primeiros livros da quadrilogia da Herança de Christoffer Paolinni. Quando comprei eram apenas três livros, que imaginei serem toda a história. Para minha infelicidade (ou não), posteriormente o autor lançou o quarto livro, finalizando a saga bem depois de eu ter finalizado minha compra. Decidi ler apenas quando tivesse os quatro. Então o comprei com intuito de ler mais fantasia medieval em busca de inspiração para meus próprios contos. A saga eu só concluí em 2019, mas comecei a ler o primeiro livro (e a escrever este texto) em janeiro de 2017.

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O Médico das Termas – Arthur Schnitzler

O Médico das Termas é um curto romance de Arthur Schnitzler, publicado em 1918, mas que traz reflexões profundas e atemporais. Ele retrata um intervalo conturbado de um semestre na vida do Dr. Gräsler, médico em uma cidade termal na Alemanha por seis meses, mas que passa o seguinte semestre atendendo em um hotel de Lanzarote, uma das Ilhas Canárias. Durante o decorrer da história, o médico solteirão se verá atormentado por diversas mulheres, cada uma representando algo diferente e que o fará sofrer de uma angústia quase incurável.

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Feliz 2020!

Mais um ano que ficou para trás, 2019 foi um murro no estômago e um chute no queixo. Esperamos que 2020 seja um pouco menos agressivo e que não tenha tanto sofrimento para aprendermos quanto no ano passado. Foi aprendizado em cima de aprendizado que não acabava mais. Eu queria pelo menos conseguir respirar um pouco.

Um sincero Feliz 2020.