Doutor Estranho (2016)

Doutor Estranho é mais um filme de super-heróis. Talvez eu esteja assistindo a filmes demais desse tipo mas, enfim… por ser um filme da Marvel e não ser uma sequência, eu já sabia que tinha grandes chances de ser bom. Mas os fatores que mais aumentaram minhas expectativas foram dois: primeiro, o elenco. O genial Benedict Cumberbatch, o não tão expressivo Mads Mikkelsen e a ambígua Tilda Swinton certamente não estariam juntos a toa. Em segundo lugar, a temática já não é mais sobre superpoderes, dinheiro ou tecnologia. O que confere o “super” aos heróis é uma transcendentalidade para outros mundos, além do visível ou da compreensão, escondido em frente aos olhos de todos. Essa mística pareceu inovar, trazendo uma conexão com o oriente, diferente da mística dos deuses nórdicos de Thor (que não tem muita mística, é basicamente descer a marreta).

A história centra-se em um neurocirurgião arrogante e frequentemente certo sobre tudo, mas que tem seus instrumentos de trabalho (suas mãos) lesionados por um acidente de carro. Ele vai buscar métodos convencionais e não convencionais para se curar, apelando mesmo para o que a ciência desconhece e desconsidera. Nesse caminho ele vai acabar no meio de uma briga por poder entre o vilão e sua nova mestra. Continuar lendo

Assassin’s Creed (2016)

Filmes adaptando a história de jogos nunca foram muito aclamados. Em geral, a crítica não gosta enquanto os fãs ficam divididos entre os que gostaram e os que ficaram decepcionados. Sinceramente nunca tive tempo de jogar nenhum jogo da série Assassin’s Creed, embora tenha intenção de fazê-lo algum dia. No entanto, recebi com grande satisfação o anúncio do filme da franquia, gostei muito do trailer e aguardei ansiosamente o lançamento. Continuar lendo

Suicide Squad (2016)

Suicide Squad é um filme de 2016 que trouxe uma perspectiva diferente sobre o atualmente incansável (mas ocasionalmente cansativo para mim) universo de heróis. Eu já falei aqui sobre o Batman vs Superman, que mostrou os heróis lutando uns contra os outros e depois contra todo mundo… Suicide Squad, no entanto, trás um bando de vilões, majoritariamente menos conhecidos e os coloca no primeiro plano da trama. Essa é uma mudança na arquitetura dos filmes de heróis bem interessante, talvez até aproveitando que Coringa tenha roubado a luz (ou as trevas) em The Dark Knight.

O primeiro fato que chama a atenção em Esquadrão Suicida é o Coringa, interpretado por Jared Leto. A expectativa se tornou cada vez maior em cima do filme a medida que saiam notícias de loucuras realizadas pelo ator, enquanto ele imergia 24h por dia no personagem. Isso já é conhecido de Leto, que utiliza dessa técnica para poder atuar de maneira mais realista: ele passa a ser o personagem todo o tempo. Diversos outros atores fazem ou fizeram o mesmo tipo de imersão, mas nunca com o Coringa. Nunca com um personagem cujo comportamento seja tão insano. Admito que isso me fez ficar mais interessado no filme e assisti o trailer logo após o lançamento. Continuar lendo

Warcraft (2016)

Warcraft foi para mim um grande marco no mundo dos jogos. Para mais novos do que eu e que nunca experimentaram a sensação de ir numa “lan-house”, com computadores mais caros do que seu pai poderia pagar, e dar uma nota preta para jogar por duas míseras horas um jogo cujo progresso sequer será salvo, eu sinto muito. Hoje essa realidade ainda acontece no interiorzão do Brasil, mas não estou aqui para falar disso. Lembrei que há muitos anos conheci numa dessas lan-houses, o jogo Warcraft III. Desde então, ouço promessas esporádicas sobre um filme que traria o mundo da franquia para o cinema. Eis que finalmente, após anos de espera, me sai o bendito filme. Continuar lendo

Conan, O Bárbaro (2011)

Eu sinceramente nunca li nenhum dos contos ou livros sobre Conan, o Bárbaro. Tudo o que eu lembrava era de um filme muito datado dos anos 80 com Arnold Schwarzenegger, cheio de fumaça, névoa, teias de aranha e águas borbulhantes. Desse modo, não fiquei nem um pouco animado com o novo filme e achei que devia ser uma perda de tempo. Ao assistir, no entanto, percebi que não é exatamente um filme ruim, mas também não trás quase nada de novo ou fora do padrão.

O personagem Conan foi criado por Robert E. Howard, que ficou conhecido como um dos precursores do gênero de “Sword and Sorcery”. O mais interessante é que o filme explora esse conceito muito bem, praticamente restrito a ele. A história narra exatamente a “jornada do herói” de Conan. Mostra sua triste realidade, suas perdas, seu desejo de vingança e sua busca incansável por consegui-la. Continuar lendo

Anjos da Noite 5 (2016)

Anjos da noite 5 finalmente estreiou no cinema, trazendo, quem sabe, o fim da trama? Provavelmente não. Anjos da Noite: Guerras de Sangue é um filme norte-americano, quinto da saga Anjos da Noite (sobre os anteriores, veja NESTE post). Trata-se da continuação do Underworld: Awakening (2012) e trás um novo ar sobre a série, com o retorno de uma visão mais sobrenatural de alguns aspectos dos vampiros. Continuar lendo

Batman v Superman (2016)

Os filmes de heróis chegaram para ficar. A Marvel tem cada vez mais investido nos Vingadores enquanto os personagens da DC participaram apenas de spin-offs recentes ou adaptações muito criticadas, alguns aquém dos filmes clássicos antigos que tanto fizeram sucesso. Em 2016 foi lançado o filme Batman vs Superman: Origem da Justiça, o que pareceu uma forma de tentar entrar com tudo no cinema. O trailer era fenomenal, mostrando principalmente uma disputa entre Batman e Superman, dois colossos da DC que tiveram spin-offs na última década – embora o do Batman fora bom, o do Superman deixou a desejar. Continuar lendo