Doutor Estranho é mais um filme de super-heróis. Talvez eu esteja assistindo a filmes demais desse tipo mas, enfim… por ser um filme da Marvel e não ser uma sequência, eu já sabia que tinha grandes chances de ser bom. Mas os fatores que mais aumentaram minhas expectativas foram dois: primeiro, o elenco. O genial Benedict Cumberbatch, o não tão expressivo Mads Mikkelsen e a ambígua Tilda Swinton certamente não estariam juntos a toa. Em segundo lugar, a temática já não é mais sobre superpoderes, dinheiro ou tecnologia. O que confere o “super” aos heróis é uma transcendentalidade para outros mundos, além do visível ou da compreensão, escondido em frente aos olhos de todos. Essa mística pareceu inovar, trazendo uma conexão com o oriente, diferente da mística dos deuses nórdicos de Thor (que não tem muita mística, é basicamente descer a marreta).
A história centra-se em um neurocirurgião arrogante e frequentemente certo sobre tudo, mas que tem seus instrumentos de trabalho (suas mãos) lesionados por um acidente de carro. Ele vai buscar métodos convencionais e não convencionais para se curar, apelando mesmo para o que a ciência desconhece e desconsidera. Nesse caminho ele vai acabar no meio de uma briga por poder entre o vilão e sua nova mestra. Continuar lendo
Os filmes de heróis chegaram para ficar. A Marvel tem cada vez mais investido nos Vingadores enquanto os personagens da DC participaram apenas de spin-offs recentes ou adaptações muito criticadas, alguns aquém dos filmes clássicos antigos que tanto fizeram sucesso. Em 2016 foi lançado o filme Batman vs Superman: Origem da Justiça, o que pareceu uma forma de tentar entrar com tudo no cinema. O trailer era fenomenal, mostrando principalmente uma disputa entre Batman e Superman, dois colossos da DC que tiveram spin-offs na última década – embora o do Batman fora bom, o do Superman deixou a desejar.