Crazy Heart(2009): Mudanças e oportunidades

Há alguns meses eu assisti ao filme Nasce Uma Estrela (2018), mas não tive ânimo para fazer uma resenha e o filme já estava em alta e cheio de reviews por toda internet. O canal Entre Planos já fez um excelente vídeo sobre a histórias dos remakes do filme inclusive. Depois assisti ao filme Crazy Heart, de 2009, e percebi semelhanças e discrepâncias que me inspiraram a comparar alguns pontos de ambos os longa-metragens, mas sem um compromisso de compará-los formal e sistematicamente.

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Court (2014) e a morosidade do judiciário indiano

Court, traduzido como Tribunal, é um filme indiano de 2014 que trás uma interessante análise do sistema judiciário em Mumbai (Bombaim). O drama estreou no festival internacional de Veneza e eu o consideraria um filme cult desses que a gente vê, reflete, mas dificilmente vai querer ver novamente.

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O Médico – Rubem Alves

Até então eu nunca havia lido Rubem Alves. Na verdade há muitos excelentes autores cujas obras eu nunca li nada. Não me culpem, pois tudo a seu tempo. Quando formei em medicina, ganhei um livro de Rubem Alves chamado “O Médico”, que expõe na capa a pintura homônima e icônica de Samuel Luke Fields.

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Glass (2019): Quando nossas expectativas são estilhaçadas

Vidro é um filme de 2019 que encerra a trilogia de M. Night Shyamalan composta por Unbreakable e Split. Durante os dois filmes anteriores a história foi moldada em uma tensão crescente que nos faz esperar de Vidro uma reviravolta cinematográfica que ficaria no nível de filmes da Marvel ou da DC. No entanto, o filme nos decepciona nesse quesito o fazendo com brilhantismo.

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The Premature Burial (1962) e o medo de não morrer

The Premature Burial, traduzido no Brasil como Obsessão Macabra, é um filme de 1962 dirigido por Roger Corman e inspirado no conto homônimo de Edgar Allan Poe. Aqui no blog eu já falei sobre alguns outros filmes do Corman inspirados em Poe, mas este possui uma particularidade: Vincent Price não está no elenco. O motivo disso não tem a ver com a amizade entre o diretor e o ator, nem com uma agenda lotada de Price, nem com declarações polêmicas no Twitter ou coisa assim. Simplesmente uma questão burocrática, já que o filme estava sendo feito com uma produtora e Price tinha dedicação exclusiva com outra.

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Creed (2015) e a luta por legados

Creed é um filme de 2015 que continua e estende a saga original de Rocky, iniciada em 1976. Os filmes da série Rocky, que imortalizaram Sylvester Stallone como o lutador de boxe da FIladélfia, sempre foram para mim ótimos filmes (mesmo eu não tendo gostado muito do Rocky V) e seria imperativo assistir Creed também.

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Split (2016): os muitos eus

O filme Split, traduzido como Fragmentado no Brasil, é um longa metragem de 2016 da trilogia Unbreakable, embora tenha uma história totalmente independente. Com um orçamento baixo se comparado a diversos filmes recentes, Split fez um sucesso estrondoso em bilheteria, mostrando que não apenas efeitos visuais levam gente para o cinema.

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Oblivion (2013): A memória e o sentimento de ser único

Filmes de ficção cientifica gostam de questionar a identidade, questionar quem somos nós, seja em comparação à tecnologia ou não. Essa temática, abordada em Ghost in the Shell e Ex-Machina, se faz muito presente em Oblivion, filme de 2013. Embora o filme tenha como tema central a liberdade, o questionamento sobre a identidade para mim foi algo que trouxe um certo incômodo. Foi como se algo estivesse fora do lugar, mas algo em mim mesmo e não no filme.

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Culpa (2018)

Dentre os filmes que vi recentemente, poucos foram tão experimentais quanto “Culpa”. Lançado em 2018 e dirigido por Gustav Möller, o filme dinamarquês acompanha o policial Asger Holm, na central de atendimento de emergências. Ele responde as ligações de civis que precisam de socorro médico ou que foram roubados e precisam de uma viatura.

Asger atende a ligação de uma mulher, Iben, que relata ter sido sequestrada. Ele conversa com ela, colhe informações, manda uma viatura para o local. No entanto, incomodado com a situação, ele descobre o número da casa da mulher e liga para lá, conversando com a filha dela e a acalmando. Ele solicita uma viatura para a casa dela também e começa a investigar sobre o possível sequestrador. Suspeitando do ex-marido da mulher, ele liga para o homem e o confronta.

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Don Jon (2013), idealização e sexualidade

Don Jon é um filme norte-americano de 2013, escrito e dirigido por Joseph Gordon-Levitt. Acompanhamos um período de catarse da vida de Jon Martello, um homem solteiro que tem poucas preocupações na vida: o corpo, o tapete do apartamento, o carro, a família, a igreja, os amigos, as garotas e a pornografia.

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